sábado, 5 de maio de 2018

SEMANA DA EDUCAÇÃO - ‘EDUCAÇÃO: FALTA MUITO PARA UMA CONDIÇÃO RAZOÁVEL E EQUILIBRADA’


No artigo desta semana, o especialista em Sociologia, José de Almeida Amaral Junior, comenta os recentes indicadores divulgados sobre a educação no Brasil, mostrando que ainda há muito a ser feito.

Passos lentos da educação

Novos estudos sobre a área educacional no País foram publicados, atualizando a situação. A sensação preocupante é que o trabalho realizado até aqui ficou aquém ao necessário, apesar dos esforços. Falta muito ainda para uma condição razoável e equilibrada.


O Movimento Todos pela Educação, criado em 2006, publicou o relatório “De Olho nas Metas, 2013/2014”. O objetivo é que as metas educacionais sejam alcançadas até 2022, ano do bicentenário da independência do Brasil. O desafio a ser cumprido, portanto, é grande.

 Os resultados referentes a possibilitar que todos os alunos tenham o aprendizado apropriado ao seu ano e concluído o Ensino Médio até os 19 anos ainda estão distantes.


Com base no SAEB – Sistema de Avaliação da Educação Básica/2013, do Ministério da Educação, o Movimento analisou os resultados das provas em matemática e verificou que, na média nacional, apenas 9,3% dos que concluem o ensino médio absorveram o essencial da disciplina. A meta proposta pelo Movimento era que 28,3% saíssem com domínio do conteúdo de matemática, mas, a cada 20 crianças que ingressam no ensino fundamental, apenas uma está com a aprendizagem adequada.

Na disciplina de Língua Portuguesa, os resultados também ficaram abaixo da expectativa.


Enfim, há muito a se corrigir. Especialmente em se tratando de um País com raízes escravocratas e brutais diferenças sociais. Educação é como agricultura: trabalho lento e de perseverança, com cuidado na observação das sementes, no preparo do solo, na observação das épocas certas, no jeito do semear, entre tantas coisas, até a hora da colheita. Não tem milagre ou magia: só dedicação e esforço duro.

Fonte - www.cantareira.org



sexta-feira, 4 de maio de 2018

CAMPANHA EDUCATIVA NO TRÂNSITO - MAIO AMARELO




O Observatório MUNICIPAL de AÇÃO Social – Jequié estará sempre participando e apoiando a CIDADANIA NO TRÂNSITO, contribuindo como voluntário na distribuição de nossos panfletos da CAMPANHA EDUCATIVA no trânsito, MAIO AMARELO - e tem como objetivo a EDUCAÇÃO continuada de:

CONDUTORES – motos, carros, ciclistas.
     PELO RESPEITO:
         faixas de pedestres, e sinalização
         rampas para cadeirantes,
         vagas para idosos e pessoas com deficiência.



COMPROMETIMENTO : DOS PODERES PÚBLICOS RESPONSÁVEIS 
                   PELA ORIENTAÇÃO E FISCALIZAÇÃO DO TRÂNSITO
        Para sinalização das faixas de pedestres (com melhor qualidade), 
        Início das ações EDUCATIVAS da SUMTRAN          
        implantação da zona azul,
        realização da SEMANA MUNICIPAL de EDUCAÇÃO no trânsito 
        cumprimento da determinação - EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO 
                                                                         do Código de Trânsito Brasileiro,
        construção de rampas para cadeirantes,
        vagas de estacionamento para idosos e pessoas com deficiência.



CONSCIENTIZAÇÃO:
        ciclistas que trafegam na contra mão, 
                            para o respeito as Leis de trânsito.


PARTICIPAÇÃO DO PEDESTRE:
        para atravessar nas poucas faixas de segurança                                                                                    e passagens elevadas que existem. 

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DIA DA CORAGEM - 6 de maio

















DIA DA COMUNIDADE - 5 de maio




Comunidade Joaquim Romão - Foto Jequié Reporter


Comunidade Jequié - Foto Jr Mascote


Comunidade Baixa do Bonfim - Foto Reporte Tatu








SEMANA DA EDUCAÇÃO - A EDUCAÇÃO É A ÚNICA FORMA DE MUDAR O MUNDO - Claudio Naranjo


Por Claudio Naranjo

Meu interesse se voltou para a educação porque me interesso pelo estado do mundo. Se queremos mudar o mundo, temos de investir em educação. Não mudaremos a economia, porque ela representa o poder que quer manter tudo como está. Não mudaremos o mundo militar. Também não mudaremos o mundo por meio da diplomacia, como querem as Nações Unidas – sem êxito. Para ter um mundo melhor, temos de mudar a consciência humana. Por isso me interesso pela educação.


A EDUCAÇÃO ATUAL PRODUZ  ZUMBIS

Temos um sistema que instrui e usa de forma fraudulenta a palavra educação para designar o que é apenas a transmissão de informações. É um programa que rouba a infância e a juventude das pessoas, ocupando-as com um conteúdo pesado, transmitido de maneira catedrática e inadequada. O aluno passa horas ouvindo, inerte, como funciona o intestino de um animal, como é a flora num local distante e os nomes dos afluentes de um grande rio. É uma aberração ocupar todo o tempo da criança com informações tão distantes dela, enquanto há tanto conteúdo dentro dela que pode ser usado para que ela se desenvolva. Como esse monte de informações pode ser mais importante que o autoconhecimento de cada um? O nome educação é usado para designar algo que se aproxima de uma lavagem cerebral. É um sistema que quer um rebanho para robotizar. A criança é preparada, por anos, para funcionar num sistema alienante, e não para desenvolver suas potencialidades intelectuais, amorosas, naturais e espontâneas.


 O psiquiatra chileno Claudio Naranjo tem um currículo invejável. Formou-se em medicina na Universidade do Chile, especializou-se em psiquiatria em Harvard e virou pesquisador e professor da Universidade de Berkeley, ambas nos EUA. Desenvolveu teorias importantes sobre tipos de personalidade e comportamentos sociais. Trabalhou ao lado de renomados pesquisadores, como os americanos David McClelland e Frank Barron. Publicou 19 títulos. Sua trajetória pode ser classificada como irrepreensível pelo mais ortodoxo dos avaliadores. Ele é, inclusive, um dos indicados ao Nobel da Paz deste ano. É comum, no entanto, que Naranjo seja chamado, em tom pejorativo, de esotérico e bicho grilo. Há mais de três décadas, ele e a fundação que leva seu nome pregam que os educadores devem ser mais amorosos, afetivos e acolhedores. Ele defende que essa é a forma mais eficaz de ajudar todos os alunos – não só os melhores – a efetivamente aprender “e assim mudar o mundo”,

Fonte: Revista Época – 31/05/2015